Apesar do
ecoturismo ser considerado um caminho para o crescimento da consciência dos
valores ambientais e servir, fortemente, como argumento para a proteção das
áreas naturais e aumento da sua importância socioeconômica, este como qualquer atividade antrópica, produz impactos
positivos e negativos sobre o meio. A deficiência ainda de orientação
fundamentada do segmento tem demonstrado, claramente, a necessidade de mudança
de atitude, principalmente, dos agentes envolvidos na atividade. São inúmeros
os exemplos em que o pseudo ecoturismo vem ameaçando fortemente a qualidade do
ambiente natural.
A evidente fragilidade dos ecossistemas
naturais, somada ao desconhecimento de suas características próprias, muitas
vezes, não comporta certas atividades, que envolvam, por exemplo, o tráfego
excessivo de pessoas ou a instalação de infraestruturas, que possam comprometer,
de maneira acentuada, a qualidade do ambiente, com alterações na paisagem, na
água, no solo, na flora e na fauna.
Vale lembrar, que os benefícios trazidos,
assim como os problemas decorrentes da atividade ecoturística são potenciais, ou seja, dependem
substancialmente da forma como seu planejamento, implantação e monitoramento
são organizados e realizados. Alguns instrumentos de planejamento de uso e
ocupação das terras, o plano de manejo e o zoneamento ecológico, entre outros, convertem-se
em importantes aliados na mitigação de impactos negativos.
Deste modo,
considerando a necessidade de atender a expressiva demanda para esse segmento, que atinge taxas de crescimento entre 15% e 25% ao ano, segundo a Organização Mundial d Turismo (OMT), assim
como a enorme carência de planejamento adequado para o manejo das áreas naturais, o
maior desafio tem sido o de garantir a conservação do meio ambiente,
corroborando que o ecoturismo é capaz de proporcionar situações favoráveis, que
permitam a qualidade dessas áreas naturais e atendam às necessidades dos visitantes.
Nenhum comentário:
Postar um comentário